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SOBRE O SONO

Dormir é necessidade! Traz descanso mental e físico, mas não é só isso: durante o sono ocorrem vários processos metabólicos que, se alterados, podem afetar o equilíbrio de todo o organismo a curto, médio e, mesmo, a longo prazo.

A curto prazo cansaço, déficit de memória e atenção, sonolência e irritabilidade são observados, a longo prazo, a privação do sono pode comprometer seriamente a saúde, uma vez que é durante o sono que são produzidos hormônios que desempenham papéis vitais no funcionamento de nosso organismo.

A maioria dos adultos precisa de sete a nove horas de sono por noite, isso é uma média. A quantidade de horas de sono varia de acordo com a pessoa. Você, por exemplo, deve saber de quanto tempo de sono precisa para se sentir bem e este “sentir-se bem” é o parâmetro que indica o seu número de horas ideal para o sono. Esta regra só não vale quando o sono não está apresentando uma qualidade adequada, então se há dúvidas, uma visita ao especialista pode ser de muita ajuda.

DORMIR POUCO X DORMIR MUITO

Atualmente com o aumento progressivo da carga de trabalho, informações e consequente necessidade de ficarmos ou possibilidade de podermos ficar acordados por mais tempo temos dormido um número menor de horas do que o recomendado.

 

Para algumas pessoas dormir significa perder tempo e por este motivo muitos estudos têm sido realizados atualmente e provam que quem dorme menos do que o necessário tem menor vigor físico, envelhece precocemente, está mais propenso a infecções, à obesidade, à hipertensão e ao diabetes. Considera-se como um número mínimo 5 horas de sono, abaixo disso a incidência das doenças citadas aumenta em níveis alarmantes.

O número excessivo de horas de sono (acima de dez horas), salvo raras exceções, indica uma qualidade inferior do sono. Então se o rendimento de uma noite de sono está prejudicado por algum problema, isto é, tenho uma qualidade de sono ruim, a primeira forma de compensação do organismo é aumentar a quantidade de horas de sono.

RONCO

Muitas pessoas que roncam na verdade não sabem. Às vezes pode ser somente pela posição em que dormem. No entanto, também pode ser um alerta para doenças mais graves. Sonolência durante o dia e roncos altos devem ser averiguados por um médico.

Normalmente, quando se dorme, os músculos que controlam a língua e o palato mole mantêm as vias aéreas abertas. Se esses músculos relaxam, as vias aéreas se estreitam, causando os roncos e dificuldades na respiração. Se esses músculos relaxam demais, as vias aéreas ficam completamente obstruídas, impedindo a respiração. É a isso que se denomina Apneia Obstrutiva do Sono.

Depois de um período de tempo, entre dez segundos e dois minutos, o cérebro percebe que falta oxigênio e avisa ao corpo para que acorde. Apesar da pessoa que padece deste distúrbio muitas vezes não se dar conta, este ciclo pode acontecer várias centenas de vezes durante a noite, interrompendo seriamente o sono.

 

Geralmente um familiar pode escutar a pessoa enquanto dorme. Ela ouvirá roncos seguidos de um período de silêncio. Em seguida, pode ocorrer um sopro forte ou uma respiração ofegante e a pessoa volta a respirar novamente.

Sonolência excessiva durante o dia: Muitas pessoas com SAHOS sentem-se cansadas durante o dia. Pode ocorrer que durmam no trabalho, quando dirigem um automóvel, conversando, lendo ou assistindo televisão.

Roncos fortes: A maioria das pessoas com SAHOS têm ronco forte. Os roncos são frequentemente interrompidos por silêncio e seguidos de uma respiração ofegante.

Irritabilidade: Devido à falta de sono e ao estresse de tentar continuar vivendo uma vida normal, as pessoas com SAHOS ficam, frequentemente, muito irritáveis.

Entre as outras consequências mais graves associadas à SAHOS estão: depressão, hipertensão, doenças cardiovasculares como infarto e AVC, problemas sexuais, perda de memória, deterioração intelectual e dores de cabeça pela manhã.

Apesar de muitas pessoas não terem ouvido falar de SAHOS, ela é uma condição comum, chegando a afetar cerca de 10% da população.

 

Pode afetar pessoas de qualquer idade, desde recém-nascidos até adultos de ambos os sexos. 

Cirurgias para desvios de septo, problemas dos cornetos nasais e remoção das amígdalas são comuns.


Já a cirurgia clássica do ronco que é a Uvulopalatofaringoplastia tem indicações mais restritas no atual momento da medicina, pois trata-se de um procedimento com grande chance de falha quando mal indicado.

 

Atualmente se preconiza cirurgias com abordagem conservadora na linha média palatal, como a faringoplastia lateral.